quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

FUCK.

Perdi grande parte de um texto que eu estava escrevendo. Parecia bom, bom mesmo. Não sei como aconteceu, apertei substituir por outro com mesmo nome, e se foi.
Para sempre.
Meu pequeno momento de insipiração.
Eles tão tão poucos e fluidos. Se vão tão rápido quando vem.



Você quer substituir algo realmente bom por um documento vazio?

E o pior: Eu num consigo lembrar de nada que eu escrevi. Nem uma única palavra. Eu parecia possuida, digitando sem parar.

E se foi.

Sou uma pseudo "escrevinhadora" (neo-logismo) ,porque não sou escritora. Num sei juntar palavras e produzir algo informativo e/ou emocionante.São só aquelas velhas impressões sobre partes da minha vida.

Só escrevo quando tô com raiva. E essa foi única coisa para que serviu perder minha história: "inspiração" para escrever no blog.



Parece mais fácil nesse diagrama.

Então resolvi falar sobre outra pessoa que tem problemas para escrever: Hank Moody, personagem principal do seriado Californication.



FUCK.

Quantas milhares de vezes - e não é nenhuma figura de linguagem - escutei essa pequena palavra durante os 40 episódios em que me vi absorvida pelo seriado Californication.Ela pode representar raiva, erotismo ou mesmo pode não ter sentido algum na frase, sendo usada com tanta frequência como um "bom dia" no elevador. E tão sem sentido quando o bom dia no elevador.

Começar uma crítica sobre esse seriado é meio difícil.Primeiro porque me incomoda esse termo e eu odeio críticos. Acho muito fácil ser crítico de algo que você não praticou/exerceu/viveu. Ex: "Agora eu sou crítica de cinema sendo que minha única ligação com isso é ter gastado algumas centenas de reais em filmes no Severiano Ribeiro e similares."Claro que muitas pessoas tem conhecimento de causa mas a maioria são só velhos resmungões sem capacidade de criação, só de destruição do trabalho alheio.

Acho que é trauma com um crítico bizarro chamado Evaldo Coutinho. Ele foi o tormento das aulas de Estética do meu segundo período de faculdade. Fazia críticas de arte
de maneira tão rebuscada que ninguém entendia o que ele escrevia e deve ter sido por isso que o achavam inteligente.

Temos mania de achar inteligente pessoas que falam tão convincentemente um monte de palavras bonitas e esquisitas e sem sentido.Mas para mim quem é mesmo inteligente sabe passar até mesmo as mais complicadas teorias de maneira simples.Saber repassar conhecimento de maneira simples, quem consegue isso é um verdadeiro gênio.

O segundo motivo porque é difícil fazer essa "crítica" é pelo caráter masculinizado da série. Eu gostei mas é inegavelmente uma série masculina.É muita mulher pelada por m² e muito cena de sexo gratuito.



Rank Moody: o pegador.


Em resumo é sobre um cara que come todas, vive se metendo em confusão com mulheres até mesmo sem querer mas no fim de tudo ama a sua quase ex-mulher e filha e trocaria tudo para ser feliz com elas.Mas a vida de alcool, drogas e mulheres me faz muitas vezes duvidar dessa última parte.É um cara que esteve entre mil pares de pernas mas ele sabe quem são os dois amores de sua vida, mas não sabe o que fazer com esse sentimento.

Mas a série tem muito de poesia também.
A história de um escritor que não consegue escrever.
De um cara que não precisa falar uma palavra para conquistar uma mulher.
De uma pessoa que só faz se ferrar.
De uma homem-criança que pede desculpas através de cartas escritas numa máquina de escrever.

Como esse trecho do episódio 10, segunda temporada:



“Querida Karen,
Se está lendo isso, significa que finalmente tive coragem de enviar, bom pra mim. Você não me conhece muito bem, mas quando conhecer, vai ver que tenho tendência de falar e falar sobre como escrever é difícil pra mim. Mas isso, isso é a coisa mais difícil que já tive que escrever.

Não tem jeito fácil de falar isso, então vou só falar: Conheci alguém. Foi acidental, eu não estava à procura, eu não estava à caça. Foi uma tempestade perfeita. Ela disse uma coisa, eu disse outra. Em seguida eu soube que queria passar o resto da minha vida naquela conversa. Agora tenho essa sensação no peito. Pode ser ela. Ela é totalmente louca, de um jeito que me faz sorrir. Altamente neurótica. Bastante manutenção necessária. É você, Karen. Essa é a boa notícia.

A má é que não sei como ficar com você agora. E isso me assusta pra caralho. Porque se eu não ficar com você agora, tenho a sensação de que vamos nos perder por aí. É um mundo grande, malvado, cheio de reviravoltas. E às pessoas tem um jeito de piscar e perder o momento. O momento que podia ter mudado tudo. Eu não sei o que está acontecendo com a gente, e não sei te dizer por que você devia arriscar um salto no escuro pra gostar de mim, mas, porra! Você cheira bem, como um lar. E você faz um café ótimo, isso deve contar pra algo, certo?

Me liga.

Infielmente seu,

Hank.”


É.Tem muita putaria.E muita poesia.



Mas como diria Mc Catra: “Putaria é sexo com alegria. Putaria é QUASE amor.”

É um seriado quase me faz acreditar que certos caras que se vê por ai tem sentimentos. Quase.
/brinks

P.S.: Desculpem-me o grande texto vazio, acho que é o grande tempo sem escrever nada.

Um comentário:

.Lay disse...

Já tá difícil acreditar que mulher tem sentimento, quanto mais homem! Com a aquela filosofia de Mc Catra "Copo d'água e boquete não se negam" dá pra sentir isso! /eu acho :***